Crescimento de 8,5% em 12 meses. R$ 33,2 bilhões em 2 meses. Taxa média de 17,5%. O que 9,56 milhões de pessoas entenderam antes de assinar.
Contexto
Existe um número que o sistema bancário prefere não divulgar. Em fevereiro de 2026, exatamente 9.560.000 brasileiros tinham cotas ativas de consórcio.
Não é coincidência. É uma resposta racional a um sistema de crédito que cobra até 400% ao ano no cartão e 26,64% ao ano no financiamento de veículo.
O tamanho do sistema em números reais
A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) publicou os dados de fevereiro de 2026: 9,56 milhões de participantes ativos — crescimento de 8,5% sobre o mesmo período de 2025, quando eram 8,81 milhões.
Nos dois primeiros meses de 2026, foram comercializadas 577.240 novas cotas de consórcio. O volume total de crédito em negociação chegou a R$ 33,20 bilhões em apenas janeiro e fevereiro.
A taxa média de administração praticada pelo setor é de 17,5% sobre o valor total do crédito ao longo da duração do grupo. É o único custo — sem juros, sem spread bancário, sem CET disfarçado.
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O que esses 9,56 milhões sabem
Eles sabem que R$ 300.000 financiados a 10,72% ao ano em 240 meses custam mais de R$ 540.000 em juros. E que o mesmo crédito acessado via consórcio custa R$ 52.500 em taxa de administração (17,5% de R$ 300.000). Diferença de R$ 487.500.
Eles sabem que a carta de crédito do consórcio é reajustada pela inflação imobiliária — preservando o poder de compra enquanto o grupo avança.
E sabem que o consórcio não tem análise de crédito na entrada — o que abre a porta para quem está reorganizando o histórico financeiro.
O crescimento que o mercado ignorou
Em 2025, enquanto a Selic estava em 15% ao ano — o maior patamar em quase 20 anos — o sistema de consórcios cresceu. Mais pessoas na maior taxa de juros da história recente escolheram o instrumento sem juros.
Isso não é sentimental. É a resposta matemática ao custo do crédito bancário.
O que os 9,56 milhões não são
Não são pessoas que não podiam financiar. São pessoas que preferiram não financiar porque calcularam o custo total.
A diferença entre conseguir crédito e querer crédito bancário está no número que a parcela esconde.
Linha do tempo comparativa
Financiamento × Consórcio
Duas rotas para o mesmo imóvel. Uma cobra juros por 35 anos. A outra encerra em 16 — sem banco.
Linha 1
Financiamento Imobiliário
Juros 10% a.a.
35 anos
Custo: até 2x o valor do imóvel.
Linha 2
Consórcio Imobiliário
Taxa média de 1,5% a.a.*
6 anos
Estimativa de 50% das cotas contempladas
12 anos
Estimativa de 100% das cotas contempladas
16 anos
Encerrado. Sem banco.
Carta contemplada com entrada média próxima de 47% baseada em portfólio real NEUTRA (223 cartas disponíveis para análise, sendo 189 de imóveis). Consórcio com taxa adm. média 1,5% a.a. e fundo reserva 2% — correção INCC mantém poder de compra. Financiamento referencial a 10% a.a. (Banco Central, mai. 2026). Simulação educativa. Valores reais variam. Não constitui oferta ou garantia.
Comparativo educativo NEUTRA. Valores e prazos referenciais de mercado em 2026; condições reais variam por administradora, banco, grupo e perfil do cliente.
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